Novo surto de Gripe Aviária H5N1 atinge aves silvestres na Reserva Ecológica do Taim
A Reserva Ecológica do Taim, um dos mais importantes santuários de vida selvagem do Brasil, localizado no sul do Rio Grande do Sul, enfrenta um novo desafio ambiental. Em março de 2026, foi confirmado um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), também conhecida como gripe aviária (H5N1), em aves silvestres. O surto levou à interdição imediata da reserva para visitação pública, como medida de precaução para evitar a disseminação do vírus.
As aves afetadas são da espécie Coscoroba coscoroba, popularmente conhecida como cisne-de-pescoço-preto ou cisne-branco. Até o momento, foi confirmada a morte de pelo menos 15 aves na região da Lagoa da Mangueira, que integra a área da reserva. As autoridades sanitárias e ambientais estão monitorando a situação de perto, realizando a coleta e análise de amostras para entender a extensão do surto e os riscos para outras espécies.
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul, em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), reforçou as medidas de vigilância e controle. Apesar da gravidade do foco em aves silvestres, o governo estadual assegura que a ocorrência não afeta o status do Rio Grande do Sul como zona livre de gripe aviária para a avicultura comercial. Portanto, o comércio de produtos avícolas, como carne de frango e ovos, permanece seguro e sem restrições.
Esta não é a primeira vez que a Reserva do Taim enfrenta um surto de gripe aviária. Em 2023, um evento semelhante levou ao fechamento da estação por cerca de seis meses. A repetição do problema acende um alerta para a necessidade de estudos mais aprofundados sobre as rotas migratórias das aves e a circulação do vírus na região, a fim de desenvolver estratégias de prevenção mais eficazes para proteger a rica biodiversidade local.



