O governo do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), concluiu no último sábado (7) as vistorias em propriedades rurais localizadas no raio de 10 quilômetros do foco de gripe aviária (Influenza Aviária de Alta Patogenicidade - IAAP) detectado em aves silvestres na Estação Ecológica do Taim, em Santa Vitória do Palmar.
Ação preventiva e de monitoramento
A medida teve como objetivo principal o monitoramento da saúde das aves domésticas e o reforço das orientações aos produtores sobre as medidas de prevenção à doença. Ao todo, 40 propriedades com criações de aves de subsistência foram visitadas pelas equipes do serviço veterinário oficial.
Durante as visitas, os técnicos da Seapi realizaram a vigilância ativa, buscando por sinais clínicos da doença nas aves, e distribuíram material informativo com as principais recomendações para evitar a disseminação do vírus. A colaboração dos moradores da região foi fundamental para o sucesso da operação, segundo a pasta.
"A rápida resposta e a colaboração dos produtores foram essenciais para garantirmos a sanidade de nosso plantel avícola. Seguimos em alerta e monitorando a situação de perto", afirmou o diretor do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi.
Foco em aves silvestres
O foco da doença foi confirmado no dia 3 de março em aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba. Desde então, a Estação Ecológica do Taim permanece fechada para visitação, como medida de precaução para evitar a circulação de pessoas e veículos na área afetada.
A Seapi reitera que o foco em aves silvestres não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil como livres de gripe aviária em aves comerciais, não havendo impacto no comércio de produtos avícolas. A secretaria salienta a importância de a população não recolher aves doentes ou mortas e acionar o serviço veterinário oficial para o atendimento adequado.



